Apresentação pública das conclusões do estudo inserido no Projecto Europeu “Workcare” levada a cabo por várias instituições de Ensino Superior europeias. O Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa foi o responsável pela análise à realidade nacional. Este estudo analisou a forma como se concilia a vida familiar com a vida profissional em termos Europeus. As principais conclusões incidem sobre a posição de desvantagem da mulher, a falta de políticas de apoio à criança, que facilitem a vida dos pais são algumas das conclusões da investigação.
A Secretária de Estado da Igualdade participou na Sessão de Encerramento referindo que Portugal já alcançou e superou um dos objectivos de Lisboa, em matéria das taxas de emprego, que definia como meta que até 2010 o número de mulheres empregadas aumentasse de 51% para 60%. De acordo com os dados do INE, a taxa de emprego feminina, entre os 15 e os 64 anos referente ao ano de 2008 é de 62,5%. Contudo, referiu, que esta tendência favorável na evolução das taxas de emprego das mulheres não deixa de lado as desigualdades que se continuam a verificar, nomeadamente as disparidades salariais, ao acesso das mulheres a cargos de chefia ou decisão na área económica bem como aos homens, no que se refere às condições de participação na vida familiar uma vez que "ainda persiste o estereotipo de que são as mães que tem a responsabilidade de cuidar das crianças em caso de doença".
A Lei da Parentalidade foi outro dos temas abordados, nomeadamente no que respeita a incentivar os homens a usufruírem parte da licença "porque o que os bebes necessitam é de um dos pais e isso não requer necessariamente a mãe".
Por último, frisou que a Secretaria de Estado da Igualdade está atenta e receptiva às conclusões e recomendações deste estudo referindo a disponibilidade para promover e divulgar as políticas de conciliação entre as esferas profissionais e a vida familiar.